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O suor excessivo nas mãos, axilas ou face pode interferir nas atividades do dia a dia, no trabalho e nas relações pessoais. Entenda a hiperidrose e conheça as opções de tratamento.

Hiperidrose tem tratamento

Close up of wet with sweat palms on light blue towel. Hyperhidrosis problem, excessive swe

Como a hiperidrose afeta você?

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Palmar

Suor excessivo nas mãos pode dificultar escrever, usar telas e objetos, realizar atividades profissionais e até situações simples de contato social.

Axilar

A transpiração excessiva pode deixar marcas frequentes nas roupas, exigir trocas durante o dia e interferir na escolha do que vestir.

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Craniofacial

A sudorese craniofacial pode ocorrer mesmo sem esforço físico ou calor intenso e causar desconforto em situações profissionais e sociais.

O que é hiperidrose?

A hiperidrose é uma condição caracterizada pela produção excessiva de suor, maior do que a necessária para a regulação da temperatura do corpo. Pode ocorrer mesmo em repouso ou em ambientes com temperatura agradável.

Na hiperidrose primária, o suor excessivo costuma atingir regiões específicas, principalmente as mãos, axilas, pés e face. Frequentemente começa na infância ou adolescência e pode interferir nas atividades diárias, profissionais e sociais.

Existem diferentes formas de tratamento. A escolha depende da região afetada, da intensidade dos sintomas e do impacto da hiperidrose na vida de cada pessoa.

Como tratar a hiperidrose?

1. Tratamentos tópicos

Antitranspirantes à base de sais de alumínio e outras terapias tópicas podem ser suficientes nos casos mais leves e localizados.

2. Outros tratamentos

Medicamentos, iontoforese e aplicação de toxina botulínica podem ser considerados de acordo com a localização e a intensidade da hiperidrose. Os resultados, duração do efeito e efeitos adversos variam conforme o tratamento.

3. Simpatectomia torácica

Para pacientes adequadamente selecionados, especialmente na hiperidrose palmar, a simpatectomia torácica oferece um tratamento de efeito imediato e duradouro. É realizada por videotoracoscopia, através de pequenas incisões, sob anestesia geral.

A indicação deve ser individualizada, considerando o local da hiperidrose, sua intensidade, os tratamentos já realizados e, principalmente, o risco de sudorese compensatória.

Simpatectomia torácica: como funciona a cirurgia?

A simpatectomia torácica é uma cirurgia minimamente invasiva realizada por videotoracoscopia, sob anestesia geral. Por meio de pequenas incisões no tórax, o cirurgião interrompe pontos específicos da cadeia simpática responsáveis pelo estímulo excessivo à produção de suor.

A cirurgia é realizada nos dois lados do tórax no mesmo procedimento e, na maioria dos casos, permite alta hospitalar precoce e retorno relativamente rápido às atividades habituais.

Os efeitos da simpatectomia são imediatos, com redução do suor na região tratada já após a cirurgia.

A escolha do nível da simpatectomia depende da região do corpo afetada e deve ser individualizada para cada paciente.

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Quais resultados esperar da simpatectomia?

Mãos
98 a 100%

A hiperidrose palmar apresenta os resultados mais previsíveis, com redução imediata e muito significativa do suor na imensa maioria dos pacientes.

Axilas
~90%

Na hiperidrose axilar, aproximadamente 9 em cada 10 pacientes apresentam controle importante dos sintomas em séries modernas.

Face/cabeça
80 a 90%

Aqui, a simpatectomia pode proporcionar melhora importante em pacientes cuidadosamente selecionados. Os resultados são mais variáveis do que para mãos e axilas.

E o suor dos pés?

A melhora da hiperidrose plantar após a simpatectomia torácica é menos previsível:

  • 1/3 apresenta melhora muito importante do suor nos pés;

  • 1/3 apresenta melhora parcial;

  • 1/3 permanece praticamente sem alteração.

Por esse motivo, a simpatectomia torácica não deve ser indicada exclusivamente para tratar a hiperidrose dos pés, e não existe nenhum exame que possa prever como será o resultado para cada paciente.

A eventual melhora plantar é considerada um benefício adicional possível quando a cirurgia é indicada por hiperidrose em outras regiões.

Além do benefício esperado, a decisão pela cirurgia deve considerar seu principal efeito adverso: a sudorese compensatória.

O que é sudorese compensatória?

Após a simpatectomia, algumas pessoas passam a apresentar aumento da transpiração em outras regiões do corpo, principalmente no tronco, abdome, costas e pernas. Esse fenômeno é chamado de sudorese compensatória.

Ela é relativamente frequente após a cirurgia, mas sua intensidade varia muito. Na maioria dos pacientes é leve ou moderada e bem tolerada; em uma parcela menor pode ser intensa e causar incômodo importante. 

Por isso, a decisão pela simpatectomia deve considerar não apenas a intensidade da hiperidrose original, mas também a possibilidade de sudorese compensatória. A escolha adequada do paciente e da técnica cirúrgica faz parte dessa avaliação.

Importante: sudorese compensatória não significa que a cirurgia “transferiu” o suor das mãos ou da face para outra região. Trata-se de uma alteração da distribuição da sudorese após a interrupção da cadeia simpática.

Rubor facial também pode ser tratado?

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O rubor facial excessivo é caracterizado por episódios intensos e recorrentes de vermelhidão da face, muitas vezes desencadeados por situações sociais, exposição emocional ou estresse. O paciente costuma perceber claramente que está ficando vermelho.

Em alguns pacientes, o rubor facial pode estar associado à hiperidrose craniofacial, aumentando o impacto na vida social e profissional.

A simpatectomia torácica pode ser considerada em casos selecionados, especialmente quando os episódios são frequentes, intensos e refratários a outras medidas. A indicação deve ser criteriosa, pois o equilíbrio entre benefício e risco de sudorese compensatória precisa ser discutido individualmente.

Quem é o Dr. William Lorenzi?

Dr. William Lorenzi é cirurgião torácico em Porto Alegre, com atuação em cirurgia torácica de alta complexidade e tratamento cirúrgico da hiperidrose.

Formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, realizou sua formação em Cirurgia Torácica no Hospital de Clínicas de Porto Alegre e possui mestrado pela UFRGS.

Ao longo de sua carreira, desenvolveu experiência em cirurgia torácica minimamente invasiva, transplante pulmonar e procedimentos de alta complexidade, incluindo período de aperfeiçoamento no Hôpital Marie Lannelongue, na França.

Na área da hiperidrose, realiza avaliação individualizada dos pacientes e simpatectomia torácica por videotoracoscopia, buscando definir o nível e a extensão do procedimento de acordo com a localização predominante dos sintomas e o perfil de cada paciente.

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Onde são realizadas as consultas e cirurgias?

A avaliação médica é fundamental para definir a melhor opção de tratamento. Cada paciente apresenta queixas diferente e a indicação da simpatectomia deve ser individualizada.

Rua Gomes Jardim 301, sala 818

MEDPLEX Santana, Torre Sul

Telefone: (51) 32115333

Cirurgias realizadas nos hospitais:

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Perguntas frequentes

Perguntas frequentes

Quer saber se a simpatectomia é uma boa opção para você?

Dr. William Lorenzi · CRM-RS 31907 · RQE 26944
Porto Alegre – RS · (51) 3211-5333

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